Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

As bananas podem estar em vias de extinção

Mäyjo, 19.09.19

Há um fungo fatal que destrói as colheitas que tem causado imensos estragos — e chegou agora à América do Sul.

1.jpg

Um fungo mortal chamado Panamá Tropical Race 4, ou simplesmente TR4, pode estar a pôr em risco a sobrevivência de todas as bananas do mundo, pelo menos como as conhecemos. Os cientistas estão a tentar desenvolver uma solução para que o fruto não seja erradicado. 

Em agosto, foi confirmado que este fungo tinha chegado à Colômbia — sendo que a América do Sul é o grande continente exportador de bananas para todo o mundo. Já era conhecido o rastro de destruição deixado pelo TR4 na Índia e nas Filipinas.

O fungo não tem cura e todas as bananas clonadas que se vendem, por exemplo, nos EUA, também estão em risco porque a genética é idêntica. Neste momento, cientistas em vários pontos do globo, sobretudo no Reino Unido e Austrália, estão a tentar salvar uma das frutas mais populares do planeta — numa luta contra o tempo.

Na América do Sul, por enquanto a doença só foi encontrada na Colômbia, sendo que o país declarou o estado de emergência e mandou destruir as colheitas. O maior problema é que é provável que o fungo também chegue ao Equador, o país que cultiva a maior parte das bananas vendidas nos EUA e na Europa.

Claro que o que está em risco de extinção é o tipo de banana Cavendish — aquele que conhecemos e habitualmente comemos no nosso dia a dia. Existem cerca de outras mil espécies de bananeiras, mas há várias dezenas que também poderão ser afetadas por este fungo.

Um cientista especialista em plantas da Universidade de Florida, Randy Ploetz, desvalorizou — citado pelo jornal “StarTribune” — o impacto para os próximos tempos. “Acho que não vai impactar a disponibilidade das bananas Cavendish nos supermercados no futuro próximo.”

E acrescenta uma explicação: “A doença não torna a fruta imprópria para comer, mas espalha-se pela planta, obstruindo os vasos que conduzem os nutrientes e a água, até que a planta morra. E pode durar décadas no solo, portanto, quando uma colheita morre, a terra não pode ser replantada.”

 

Fonte: NiT

Pesticidas estão a tornar as abelhas mais pequenas

Mäyjo, 21.01.14

Pesticidas estão a tornar as abelhas mais pequenas

 

A exposição a pesticidas comuns está a tornar as abelhas, em especial as obreiras, mais pequenas, revela um estudo britânico. Os cientistas receiam que abelhas mais pequenas sejam menos eficientes na produção de mel e a desempenhar a tarefa essencial de polinizar as flores.

Os investigadores da Faculdade de Ciências Biológicas de Royal Holloway, da Universidade de Londres, realizaram testes em laboratório que indicam que pesticidas piretróides atrofiam o crescimento das larvas das abelhas obreiras, causando a redução do tamanho as abelhas que eclodem.

“Sabemos que as abelhas obreiras maiores são mais eficientes na produção de mel. O nosso estudo, que revela que este tipo de pesticida provoca um atrofiamento do tamanho da abelha, é motivo de preocupação uma vez que o tamanho das obreiras é provavelmente uma componente essencial para o sucesso da colónia e abelhas mais que pequenas são menos eficientes a recolher o néctar e o pólen das flores”, explica Gemma Baron, uma das investigadoras que participou no estudo, citada pelo Guardian.

Os pesticidas e insecticidas piretróides são frequentemente utilizados no cultivo de flores para prevenir os danos causados pelos insectos. De acordo Mark Brown, investigador que liderou o estudo, as “abelhas obreiras são essenciais na cadeia alimentar humana, daí que seja importante perceber como as abelhas selvagens são afectadas pelos agentes químicos que são aplicados no meio ambiente”. “Sabemos que temos de proteger as plantas dos danos infligidos pelos insectos mas temos de saber encontrar um ponto de equilíbrio e assegurar-nos de que não estamos a prejudicar as abelhas durante esse processo”, explica.

 

Foto:  Bearseye / Creative Commons

 

in: GreenSavers